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| Renda de Bilro |
Renda é o entrelaçamento de fios, compondo um desenho, sem haver um fundo preparado anteriormente. A ausência deste fundo desenhado distingue a renda do bordado, que é um tecido ornamentado por meio de agulhas.
Na execução da renda não se usam agulhas e sim bilros (peça de metal ou madeira onde se prendem a linha). Usam também alfinetes de cabeça, cuja função é segurar o fio no modelo (molde, cartão ou piquê), e jamais o de torná-lo tal qual a agulha no bordado. |
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A função de tramar é exclusiva dos bilros, daí ser chamada de renda de bilros.
A existência deste tipo de artesanato se deve à presença da mulher açoriana (dos Açores) que no tempo do Brasil-Reino aqui chegou na ilha de Santa Catarina. |
A tradição cruzou o mar...
A cerâmica de origem açoriana aportou em Florianópolis cumprindo duas finalidades: utilitária e decorativa. Com a industrialização, a arte dos oleiros quase se perdeu.
Hoje, o município de São José oferece uma escola onde meninos e rapazes podem adquirir a habilidade da feitura de peças com as mãos. |
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| Boi-Mamão: o cavaleiro modelado em argila representa a figura central dessa festa de tradição açoriana que anima o litoral catarinense. |
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| Florianópolis reúne um grande número de rendeiras, que produzem rendas de arco, céu estrelado, muideira, favos, pontilhas, entremeios e barras. |
Grandes almofadas cilindricas apoiadas em cavaletes: sobre essa base as mulheres vão jogando pontos no ar...
Assim vão nascendo as rendas de bilro catarinense, que se diferenciam das feitas no nordeste por seu aspecto mais vazado e aberto. |
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| Os trançados de vime, palha, taquara, bambu e raízes de imbé são encontrados nos municípios de São Francisco, Araquari, Guaramirim e São José. Assim como em outras cidades litorâneas. |
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Balaios, bolsa e leque em trançado de taquara:
o artesão catarinense une as funções decorativa e utilitária em inúmeros objetos. |
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